— Nós vamos morrer — disse. Eu estava surpresa de que não houvesse medo em minha voz rascante. Tratava-se apenas de um fato como qualquer outro. O sol está quente. O deserto está seco. Nós vamos morrer.
Sim. Ela, também estava calma. Isso, a morte, era mais fácil de aceitar do que a compreensão de que nossos esforços haviam sido guiados pela insanidade.
— Isso não a perturba?
Ela pensou um momento antes de responder.
Pelo menos eu morro tentando. E eu venci. Nunca desisti. Nunca os machuquei. Fiz o meu melhor para encontrá-los. Tentei manter minha promessa… Morro por eles.
Contei dezenove passos antes de poder responder. Dezenove rangidos morosos e fúteis de trituração na areia.
— E por que eu estou morrendo? — perguntei-me, o prurido voltando a meus canais lacrimais dessecados. - Acho que porque perdi, então, não é? É por isso?
Contei trinta e quatro rangidos antes de ela ter uma resposta para a minha pergunta.
Não, pensou ela lentamente. Não é o que eu sinto. Eu acho… Bem, acho que talvez… você esteja morrendo por ser humana. Houve quase um sorriso no pensamento dela ao ouvir a sugestão tola de duplo sentido na frase. Depois de todos os planetas e de todos os hospedeiros que deixou para trás, você finalmente encontrou o lugar e o corpo pelos quais morreria. Acho que você encontrou sua casa, Peregrina.
Dez rangidos.
Eu já não tinha mais energia para abrir meus lábios. Que pena que não consegui ficar aqui um pouco mais, então.
Sim. Ela, também estava calma. Isso, a morte, era mais fácil de aceitar do que a compreensão de que nossos esforços haviam sido guiados pela insanidade.
— Isso não a perturba?
Ela pensou um momento antes de responder.
Pelo menos eu morro tentando. E eu venci. Nunca desisti. Nunca os machuquei. Fiz o meu melhor para encontrá-los. Tentei manter minha promessa… Morro por eles.
Contei dezenove passos antes de poder responder. Dezenove rangidos morosos e fúteis de trituração na areia.
— E por que eu estou morrendo? — perguntei-me, o prurido voltando a meus canais lacrimais dessecados. - Acho que porque perdi, então, não é? É por isso?
Contei trinta e quatro rangidos antes de ela ter uma resposta para a minha pergunta.
Não, pensou ela lentamente. Não é o que eu sinto. Eu acho… Bem, acho que talvez… você esteja morrendo por ser humana. Houve quase um sorriso no pensamento dela ao ouvir a sugestão tola de duplo sentido na frase. Depois de todos os planetas e de todos os hospedeiros que deixou para trás, você finalmente encontrou o lugar e o corpo pelos quais morreria. Acho que você encontrou sua casa, Peregrina.
Dez rangidos.
Eu já não tinha mais energia para abrir meus lábios. Que pena que não consegui ficar aqui um pouco mais, então.
— A Hospedeira, Stephenie Meyer
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